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Interpretações de 1932


Os acontecimentos de 1932 em São Paulo configuram um momento histórico da cidade que permanece em aberto, suscitando variadas interpretações. Nem mesmo sua nomeação oficial apresenta consenso, sendo por vezes referenciado como “Revolução Constitucionalista de 1932”, outras vezes como “Revolta Armada de 1932” e ainda como “Movimento de 1932”.


Independente do nome, fato é que nesse ano, setores da elite paulista se organizaram para reivindicar a elaboração de uma nova Constituição e a convocação de eleições por parte do Governo Federal, à época presidido por Getúlio Vargas. A despeito de ter se iniciado no interior de círculos elitistas, a mobilização de 1932 obteve expressivo apoio popular através de intensa campanha de adesão via jornais e rádios. Alguns territórios de São Paulo possuem sua história intrinsicamente atrelada aos acontecimentos desse ano, como o Obelisco do Ibirapuera (construído em homenagem aos combatentes paulistas), os locais nomeados a partir do MMDC (Miragaia, Martins, Drausio e Camargo, estudantes mortos em um confronto armado), o edifício “Ouro para o bem de São Paulo” (construído a partir de doações provenientes da campanha de mesmo nome), entre outros.


Os percursos derivados da pesquisa sobre 1932 percorrem alguns desses locais, sempre a partir da problematização acerca das diversas narrativas existentes sobre os episódios desse ano e o que eles significam para atualidade desses territórios.


por Karoline Andrade

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© 2018 por Giovanna Fluminhan e Stephanie Guerra. Coletivo PISA.