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Praça da Bandeira: dando a volta por cima


Poucos territórios de São Paulo foram objeto de tantas propostas como a Praça da Bandeira, no centro da cidade. João Batista Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi e Oscar Niemeyer são alguns dos arquitetos e urbanistas que propuseram intervenções para a região. Contudo, esses projetos não saíram do papel, ou no máximo foram parcialmente implementados.


O que provavelmente instigou as várias proposições realizadas foi a localização extremamente estratégica da Praça da Bandeira, uma confluência de importantes eixos viários conectores das regiões sul e norte da cidade, como as avenidas Nove de Julho e Vinte e Três de Maio. Não à toa há um importante terminal de ônibus localizado na praça, cujas linhas conectam o centro aos extremos da metrópole.


O percurso traz à tona todo o histórico da região em que está localizada a Praça da Bandeira, desde a época em que a mesma servia como ponto de chegada de tropeiros e de comércio de escravos. O roteiro abarca as intervenções embelezadoras do início do século 20, o projeto do Paço Municipal almejado por Prestes Maia, as propostas do alto modernismo no espaço da Câmara Municipal, as intervenções de caráter viário e de infra estrutura (abertura de avenidas, inaugurações de estações de metrô e instalação de corredores de ônibus) e o famoso incêndio do Edifício Joelma ocorrido em 1974. Grande parte do itinerário ocorre sobre as várias passarelas da Praça, evidenciando como as mesmas podem servir não apenas como passagens para pedestres, mas também como vetores de fruição da cidade.


por Gustavo Marques

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© 2018 por Giovanna Fluminhan e Stephanie Guerra. Coletivo PISA.